A Cor e a Luz

Um corpo absorve, reflete ou transmite determinadas radiações daquelas que recebe. Assim, a cor que um corpo apresenta depende do tipo de radiação que sobre ele incide e da sua natureza.

CORES PRIMÁRIAS DA LUZ
- vermelho;
- verde;
- azul.

CORES SECUNDÁRIAS DA LUZ
- amarelo (vermelho + verde);
- magenta (vermelho + azul);
- ciano (verde + azul).

Uma cor secundária e a primária que não lhe deu origem são cores complementares.

COR DOS OBJETOS
Quando iluminados com luz branca:
- O objecto é preto se absorver, na totalidade, todas as cores que nele incidem.



- O objecto é branco se não absorver nenhuma cor (a luz é refletida na totalidade).



- Se a cor do objeto for primária:
Ex: um objeto vermelho, quando iluminado com luz branca, reflete a luz vermelha e absorve as outras cores primárias.



- Se a cor do objecto for secundária:
Ex: um objeto amarelo, quando iluminado por luz branca, reflete a luz vermelha e a luz verde (que lhe deram origem) e absorve a luz azul.



Quando iluminados com luz não branca (ex: uma flor vermelha):
- Quando iluminada com uma luz verde, a flor fica preta e as folhas apresentam-se verdes.



- Quando iluminada com uma luz azul, a flor e as folhas surgem pretas.



- Quando iluminada por uma mistura de luz vermelha e verde, a flor e as folhas ficam com as mesmas cores.

Espectro da Luz Branca

O espectro da luz branca ou espectro de luz visível é um feixe de luz branca (policromática) que é constituído por radiações de várias cores: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta.

 DISPERSÃO DA LUZ BRANCA 
Quando a luz branca passa do ar para o interior de um corpo transparente (ex: prisma), esta refrata-se e cada uma das suas radiações propaga-se a velocidades diferentes no interior do material e depois cada radiação refrata-se novamente, mas num ângulo diferente separando-se uma das outras. É neste momento forma-se uma banda contínua com as sete cores já referidas.


 RECOMPOSIÇÃO DA LUZ 
Este fenómeno ocorre quando as diferentes radiações monocromáticas se recompõem na luz branca.









 

Quando se roda este circulo de cores muito rápido, fica branco (ocorre a recomposição da luz branca).

 ARCO-ÍRIS 
O arco-íris forma-se quando a luz branca do sol incide numa gota de água. A luz branca ao entrar dentro da gota sofre a primeira refração e dispersa-se no seu interior. Como cada radiação tem a sua velocidade de propagação, estas separam-se e de seguida sofrem uma reflexão. Depois sofrem a segunda e última refração para o exterior da gota, formando a faixa das sete cores.


Defeitos da Visão e a sua Correção

Muitos dos problemas de visão devem-se a anomalias de focagem de luz na retina, ou seja, anomalias refrativas. Os defeitos de visão mais comuns são a miopia, a hipermetropia, o astigmtismo e a presbiopia.

 MIOPIA 
Na miopia a imagem dos objetos distantes é focada à frente da retina e não sobre ela. A miopia é consequência de um globo ocular demasiado longo ou de um cristalino demasiado convergente. Corrige-se com lentes divergentes.




Na imagem de cima está um olho com miopia e na de baixo um olho com miopia com uma lente divergente.





 

 HIPERMETROPIA 
Na hipermetropia, a focagem da imagem dos objetos é feita atrás da retina, devido a uma deficiência no globo ocular ou devido a um cristalino pouco convergente. Corrige-se com lentes convergentes.

Na imagem de cima está um olho com hipermetropia e na de baixo um olho com hipermetropia com uma lente convergente.








 ASTIGMATISMO 
O astigmatismo está associado à curvatura irregular da córnea e à forma mais ovalada do que esférica da córnea. Devido a este desajuste, a luz refrate-se em vários pontos da retina em vez de se focar em apenas um, originando uma focagem deficiente. Corrige-se com lentes cilíndrica.

 PRESBIOPIA
A presbiopia ou "vista descansada" acontece quando o cristalino perde a capacidade de focar objetos devido à rigidez dos músculos. Uma das suas manifestações é na realização de tarefas que exijam uma visão próxima, como ler, escrever, trabalhar no computador ou enfiar uma linha numa agulha.

Formação das imagens no olho

A quantidade de luz que pode atravessar a córnea é controlada pela pupila, que se abre quando há menos luz e se fecha quando há muita luz.
A luz atravessa a córnea, é focada pelo cristalino, que funciona como uma lente convergente. Esta focagem permite projetar as imagens dos objetos numa certa zona da retina. A imagem que se obtém é invertida e menor que o objeto.
Depois a imgem é enviada ao cérebro através do nervo ótico, onde é indireitada.
 

Lentes

As lentes são corpos transparentes, normalmente de vidro ou de plástico tratado, limitados por uma ou duas superfícies curvas. Como as lentes são um meio ótico diferente do ar, a luz ao passar do ar para a lente sofre refração, e de seguida volta a sofrer outra refração quando passa da lente para o ar.

Existem dois tipos de lentes:

CONVERGENTES ou CONVEXAS
Este tipo de lente possui bordos largos e tem maior espessura no centro, fazendo convergir os raios de luz paralelos ao eixo principal para um ponto único: o foco principal.


Características da imagem:
• se estiver longe:
- real, invertida e menor do que o objeto.

• se estiver a uma distância média:
- real, invertida e maior do que o objeto.

• se estiver perto;
- virtual, direita e maior do que o objeto.


DIVERGENTES ou CÔNCAVAS
Este tipo de lente possui bordos mais espessos do que o centro, fazendo divergir os raios de luz paralelos ao eixo principal, de modo que o prolongamento dos raios refratados para trás da lente se encontram num ponto: o foco principal (virtual).


Características da imagem:
- virtual;
- direita;
- menor do que o objeto.

Reflexão Total

A reflexão total é um fenómeno que acontece quando a luz passa de um meio no qual a velocidade é menor para um meio cuja velocidade é maior e o raio refratado afasta-se da normal. Se o ângulo de incidência for superior ao ângulo crítico ou ãngulo limite (L) deixa de haver refração, e toda a luz que incide na superfície de separação dos meios é refletida.

As fibras óticas são um exemplo de reflexão total: no interior dos seus tubos de vidro ou plástico, a luz propaga-se por sucessivas reflexões. As fibras óticas são usadas na medicina e nas telecomunicações.

Refração da Luz

A refração da luz é um fenómeno que ocorre quando a luz passa de um meio ótico para outro, onde a velocidade de propagação é diferente, e normalmente sofre mudança de direção.
 
- O raio refratado aproxima-se da normal quando a velocidade no segundo meio (N2) é inferior à velocidade no primeiro meio (N1), ou seja se a velocidade no segundo meio (N2for superior à do primeiro meio (N1) o raio refratado afasta-se da normal.
 
- Não há mudança de direção quando o ângulo de incidência é de 0º, ou seja, quando o raio incide perpendicularmente à superfície de separação dos meios.
 
Também pode ocorrer com a refração, reflexão na superfície de separação dos meios.

Experiências 24 e 25 (2000 e 2100 visualizações)

 FORMAÇÃO DE IMAGENS EM ESPELHOS 

Planos

Material:
- Placa de vidro;       - Folha de papel;
- Régua;                   - Ecrã (cartão branco);
- Plasticina;              - 2 lamparina iguais.
- Lápis;

Procedimento:
1- Colocar a placa de vidro no meio de uma folha de papel e prendê-la com plasticina;
2- Com lápis, traçar uma linha na zona onde a placa de vidro toca na folha;
3- Colocar uma lamparina à frente do vidro, marcar a sua posição no papel e acendê-la;4- Colocar o ecrã na parte de trás do vidro, aproxima-lo e afasta-lo, procurando projetar a imagem da lamparina;
5- Colocar a outra lamparina apagada na parte de trás do vidro, na zona onde parece estar a imagem da primeira lamparina, e marcar também a posição dessa lamparina;
6- Medir as distâncias da lamparina e da sua imagem à placa de vidro.

Conclusões:
- Qual é a relação entre as distâncias da lamparina a da sua imagem à placa de vidro?
- Qual é a relação entre o tamanho da lamparina e da sua imagem?

Esféricos

Material:
- Colher de sopa em inox brilhante.

Procedimento:
1- Pegar na colher com a parte de fora virada para ti e observar um dedo da tua mão ou um objeto igualmente pequeno;
2- Afastar e aproximar a colher do teu dedo ou do objeto;
3- Repetir os passos 1 e 2, mas agora com a parte de dentro da colher virada para ti.
 
Conclusões:

- Que tipo de espelho constitui a parte de fora da colher?
- Que tipo de espelho constitui a parte de dentro da colher?