Soluções Ácidas, Básicas e Neutras

 Soluções Ácidas 
As soluções ácidas apresentam as seguintes características:
- têm sabor azedo;
- reagem com os metais, produzindo hidrogénio;
- conduzem a eletricidade;
- alteram a cor de certos corantes vegetais.
Fig. 1 - Soluções Ácidas (bebida gaseificada, vinagre, maçã,
uvas e citrinos - laranjas, tangerinas, toranjas, limões, limas, etc)
Alguns ácidos:
- ácido acético (vinagre);
- ácido fosfórico (bebidas gaseificadas);
- ácido cítrico (citrinos);
- ácido málico (maçãs);
- ácido tartárico (uvas).

 Soluções Básicas 
As soluções básicas ou alcalinas apresentam as seguintes características:
- têm sabor amargo;
- são escorregadias ao tato;
- conduzem a eletricidade;
- alteram a cor de certos corantes vegetais.

Fig. 2 - Soluções Básicas (pasta de dentes, antiácido
efervescente, sabão líquido, detergente e lixívia)

Algumas bases:
- amoníaco (detergentes);
- hipoclorito de sódio (lixívia).

 Soluções Neutras 
As soluções neutras nem têm caráter químico ácido nem caráter químico básico, ou seja, têm caráter químico neutro.

Fig. 3 - Soluções Neutras (água pura, açúcar, sabonete e sal)

Indicadores
Os indicadores são substâncias naturais/sintéticas que em presença de uma solução ácida, básica e neutra a sua cor altera-se. Os principais indicadores são a tintura azul de tornesol e a solução alcoólica de fenolftaleína. Os indicadores são importantes para detetar o caráter químico (ácido, básico ou neutro) de uma solução.

Em presença da tintura azul de tornesol:
- Soluções Ácidas - ficam vermelhas;
- Soluções Neutras - ficam azul-arroxeado;
- Soluções Básicas - não sofre alterações (roxo).

Em presença de solução alcoólica de fenolftaleína:
- Soluções Ácidas - não sofre alterações (incolor);
- Soluções Neutras - não sofre alterações (incolor);
- Soluções Ácidas - ficam rosa carmim.


 CURIOSIDADE  ----------------------------------------------------------
As hortênsias contêm um corante que, na presença de ácidos, é azul e, na presença de bases, torna-se cor-de-rosa. Assim, esse corante funciona como indicador do caráter ácido ou básico do solo.


Fig. 4 - Hortênsias (azul - solo ácido | cor-de-rosa - solo básico)
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Experiência 6 (300 visualizações)

Corrosão da palha-d'aço
Esta experiência poderá demorar alguns dias a acontecer.

Material:
- Recipiente de plástico com tampa;
- Recipiente de plástico sem tampa.

Reagentes:
- Água;
- 2 pedaços de palha-d'aço.

Procedimento:
1- Colocar um pedaço de palha-d'aço no recipiente de plástico com tampa. Certificar-se, se o recipiente está bem fechado e isolado do exterior;
2- Encher o recipiente de plástico sem tampa, com um pouco de água;
3- Colocar outro pedaço de palha-d'aço no recipiente de plástico sem tampa que está com um pouco de água.

Conclusões:
- O que aconteceu a cada um dos pedaços de palha-d'aço?
- Se sim, o que o(s) terá alterado?

Corrosão

A corrosão é o processo de deterioração dos materiais, principalmente dos metais. A corrosão é uma reação de combustão - combustão lenta - onde não ocorre formação de chama. Esta reação acontece quando o ferro é exposto ao ar e á humidade. Esta reação dá origem ao óxido de ferro hidratado (ferrugem) e é representada da seguinte forma:

ferro (s) + oxigénio (g) + água (g)  óxido de ferro hidratado (ferrugem)


Fig. 1 - Corrosão de um Carro
Há metais que ou reagem pouco ao oxigénio (estanho) ou formam uma camada de óxido aderente, em contacto com o oxigénio, que impede a progressão da corrosão (alumínio e zinco) que são usados para cobrir os metais que reagem com o oxigénio:
- Pintura (principalmente usada em estruturas arquitetónicas);
- Cobertura com zinco (usada na construção dos navios);
- Cobertura com estanho (usada nas latas de conserva).

Fig. 2 - Pintura (Ponte D. Luís - Porto)

Fig. 3 - Cobertura com Zinco (navio)
Fig. 4 - Cobertura com Estanho (lata de conserva)

Reações de Combustão

As reações de combustão são uma reação química entre um combustível (substância que arde) e um comburente (substância que faz o combustível arder), mas ainda é necessário uma energia para ativar a reação - uma fonte de ignição. As reações de combustão formam óxidos.

combustível + comburente ---(fonte de ignição)--- óxido de...

Fig. 1 - Combustão de Madeira

Fig. 2 - Combustão do Magnésio

Exemplos de combustíveis:
- carvão (s);                  - álcool etílico (l);            - butano (g);
- madeira (s);                - gasolina (l);                    - metano (g);
- enxofre (s);                 - carbono (s);                   - magnésio (s).

Exemplos de comburentes:
- oxigénio (g);
- cloro (g).

Exemplos de fontes de ignição:
- chama viva;
- faísca.

Tipos de Combustão

Combustão viva - ocorre formação de chama e são fonte de luz e calor.

Carvão (combustão completa e incompleta):
carbono (s) + oxigénio (g) → dióxido de carbono (g)
combustão completa - forma-se quando a concentração em oxigénio é elevada

carbono (s) + oxigénio (g) → monóxido de carbono (g)
combustão incompleta - forma-se quando a concentração em oxigénio é baixa

Combustão Lenta - não ocorre formação de chama e são reações demoradas.

Respiração celular:
glicose (s) + oxigénio (g) → dióxido de carbono (g) + água (l)

Enferrujamento do ferro:
ferro (s) + oxigénio (g) + água (l) óxido de ferro hidratado (s)

Combustões no Dia a Dia:
- quando se queima o gás no bico do fogão;
- quando os automóveis queimam a gasolina ou o gasóleo para andarem;
- quando as fábricas usam o carvão para aquecerem materiais.

Fig. 3 - Quando se queima o gás no bico do fogão
Fig. 4 - Quando os automóveis queimam a gasolina ou o gasóleo para andarem

Experiência 5 (250 visualizações)

Precipitação e solubilidade

 
Material:
- 3 tubos de ensaio;
- 2 espátulas;
- Conta-gotas.


Reagentes:
- Água destilada;
- Solução aquosa de carbonato de sódio;
- Solução aquosa de cloreto de sódio;
- Carbonato de cálcio;
- Cloreto de sódio.

 
Procedimento:
1- Colocar cerca de 2ml de solução aquosa de carbonato de sódio num tubo de ensaio;
2- Adicionar algumas gotas de solução aquosa de cloreto de cálcio e observar;
3- Com o auxílio de uma espátula, colocar um pouco de carbonato de cálcio num tubo de ensaio;
4- Adicionar água destilada e agitar;
5- Repetir os procedimento 3 e 4, mas utilizando cloreto de sódio.

 
Conclusões:
- O que aconteceu quando se juntou a solução aquosa de cloreto de sódio à solução aquosa de carbonato de sódio?
- Algum dos sólidos testados é pouco solúvel em água?
- Que substâncias se poderão formar quando se misturam as duas soluções aquosas mencionadas?
- Qual das substâncias acima referida poderá precipitar?

Experiência 4 (200 visualizações)

Águas macias e águas duras
O objetivo desta experiência é verificar a dureza da água.
SUGESTÃO: realiza esta experiência utilizando água de diferentes regiões.

Materiais:
- Suporte de tubos de ensaio;
- Conta-gotas;
- 3 tubos de ensaio.

Reagentes:
- Água destilada;
- Água mineral;
- Solução de sabão;
- Solução de cloreto de cálcio.

Procedimento:
1- Colocar, em cada tubo de ensaio, quantidades iguais de água destilada, água mineral e solução de cloreto de sódio (em tubos de ensaio diferentes);
2- Com o auxílio do conta-gotas, adicionar 15 gotas de solução de sabão a cada um dos tubos de ensaio e agitar com força e rapidamente;
3- Colocar os tubos de ensaio no suporte e observar.

Conclusão:
- Em qual dos tubos de ensaio se formou mais espuma?
- Qual das águas apresenta maior dureza?
- Qual das águas apresenta uma menor concentração de cálcio e magnésio?

Dureza da Água


A dureza da água consiste na quantidade de magnésio e de cálcio que se encontra dissolvido na água de uma certa zona. Para evitar a formação de depósitos calcários (água dura), pode tratar-se a água para diminuir a sua dureza.

Água dura: contém muito cálcio e magnésio dissolvido; tem origem em solos calcários; existe principalmente no sul do pais e diminui a formação de espuma de um sabão.
Água média: está entre a água dura e a água macia, ou seja, contém valores intermédios de cálcio e magnésio dissolvido.
Água macia: contém pouco cálcio e magnésio dissolvido; existe principalmente no norte do pais e não diminui a formação de espuma de um sabão.

Distribuição da Dureza da Água em Portugal


Formação das Grutas Calcárias, das Estalactites e das Estalagmites

1- Quando chove, a água da chuva dissolve o dióxido de carbono existente na atmosfera, e forma um ácido fraco (ácido carbónico). Este ácido entra nas fendas das rochas calcárias dissolvendo os ácidos orgânicos aí existentes, formando hidrogenocarbonato de cálcio. A lenta circulação das águas pelas fendas leva à dissolução do calcário.

2- Ao longo do tempo as fendas vão alargando e às vezes formam largos e longos canais subterrâneos onde há circulação da água (rios subterrâneos). As suas zonas alargadas correspondem às grutas.

3- As águas em circulação subterrânea (hidrogenocarbonato de cálcio) podem saturar-se, originando uma nova precipitação de calcite libertando dióxido de carbono, carbonato de cálcio e água. Como o carbonato de cálcio é menos solúvel precipita, e forma as Tabulares de Calcite. A água vai circulando no interior e no exterior da Tabular e dá-se uma deposição de cristais de calcite, perpendicularmente a essa parede, engrossando o Tabular até á forma das estalactites.

4- A contínua circulação da água leva a que os pingos ao caírem no fundo da gruta, precipitem o carbonato de cálcio, se deposite a calcite, formando sucessivas camadas (perpendiculares ao chão), que dão origem às estalagmites.

5- Quando as estalactites e as estalagmites se unem, formam uma coluna (demora milhões de anos).