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Experiências 12 / 13 / 14 / 15 (800 / 900 / 1000 /1100)

Fatores que influenciam a velocidade das reações químicas

Concentração dos Reagentes

Material:
- 2 copos de precipitação;
- 2 quadrados de cartolina;
- 1 marcador preto;
- 2 provetas de 50 mL;
- 3 provetas de 10 mL;

Reagentes:
- Solução aquosa de tiossulfato de sódio;
- Ácido clorídrico diluído.

Procedimento:
1- Desenhar uma cruz em cada um dos quadrados de cartolina;
2- Numa proveta, medir 50 mL de solução aquosa de tiossulfato de sódio e transferi-la para um copo de precipitação;
3- Com uma proveta medir 5 mL de solução aquosa de tiossulfato de sódio e adicionar água até chegar aos 50 mL. Transferir esta solução para outro copo de precipitação;
4- Colocar cada um dos copos em cima do quadrado de cartolina;
5- Medir, em duas provetas, 5 mL de solução de ácido clorídrico;
6- Adicionar, simultaneamente, o ácido clorídrico às soluções contidas nos copos de precipitação e observar.

Conclusão:
- Como variou a velocidade da reação com a concentração da solução de tiossulfato de sódio?

Estado de divisão de um Sólido
Nota: antes de colocar o prego ou o pó de ferro no tubo de ensaio, é necessário pôr o tubo vazio na balança e usar a função "tara", para que o valor indicado na balança seja zero.

Material:
- Balança;
- 2 tubos de ensaio;
- Proveta de 10 mL.

Reagentes:
- Solução aquosa de sulfato de cobre;
- Pó de ferro;
- Pregos de ferro.

Procedimento:
1- Colocar o prego num dos tubos de ensaio em cima da balança e registar o valor da massa;
2- Pesar igual massa de pó de ferro no outro tubo de ensaio;
3- Adicionar simultaneamente cerca de 5 mL de solução aquosa de sulfato de cobre a cada um dos tubos de ensaio. Observar.

Conclusão:
- Como variou a velocidade da reação com o estado de divisão do ferro?


 
Temperatura

Material:
- 2 copos de precipitação;
- Tina com água gelada;
- Placa de aquecimento;
- Proveta de 50 mL;
- 2 provetas de 5 mL.

Reagentes:
- Solução aquosa de tiossulfato de sódio;
- Ácido clorídrico diluído.

Procedimento:
1- Numa proveta, medir 50 mL de solução aquosa de tiossulfato de sódio e transferi-lo para um copo de precipitação. Repetir este procedimento, utilizando outro copo de precipitação;
2- Colocar na placa de aquecimento um copo de precipitação;
3- Colocar na tina com água gelada o outro copo de precipitação;
4- Medir, em duas provetas, 5 mL de solução de ácido clorídrico;
5- Adicionar, simultaneamente, o ácido clorídrico às soluções contidas nos copos de precipitação e observar.

Conclusão:
- Como variou a velocidade da reação com a temperatura?

Presença de Catalisadores

Material:
- 2 tubos de ensaio;
- Suporte de tubos de ensaio;
- Canivete.

Reagentes:
- Água-oxigenada a 30 volumes;
- Batata.

Procedimento:
1- Colocar cerca de 5 mL de água oxigenada em cada tubo de ensaio;
2- Descascar a batata, retirar-lhe um pedaço e coloca-lo num dos tubos de ensaio. Observar.

Conclusão:
- Qual é a ação da batata nesta reação?

Fatores que Influenciam a Velocidade das Reações Químicas

A velocidade das reações químicas pode ser influenciada por diferentes fatores. Eles são:

A- Solução Diluída | B- Solução Concentrada

- Concentração dos reagentes aquoso
(solvente água):
Aumentando a concentração de um dos reagentes aumenta a velocidade da reação química se houver muitos reagentes, os produtos de reação formam-se mais rapidamente, ou seja, chocam mais e mais fortemente.
 
concentração = m soluto ÷ v solução
 
 
- Estado de divisão dos reagentes sólidos:
Aumentando o estado de divisão dos reagentes sólidos, a velocidade da reação química aumenta se os reagentes sólidos estiverem muito divididos, a superfície em contacto com o exterior é maior, ou seja, reagem mais facilmente.

- Temperatura:
Aumentando a temperatura dos reagentes a velocidade da reação química aumenta se os reagentes estiverem a temperaturas altas, mais rapidamente reagem , ou seja, se estiverem a temperaturas baixas, reagem mais lentamente.

- Luz:
Aumentando a luz nos reagentes, a velocidade da reação química aumenta se os reagentes estiverem na presença de luz, mais rapidamente reagem, ou seja, se estiverem na presença de pouca luz reagem mais lentamente ou não reagem.

- Presença de Catalisadores:
Os catalisadores são substâncias que numa determinada reação química alteram a sua reação, mas não se consomem, podendo ser utilizados outra vez. Cada catalisador tem uma reação química.

Tipos de catalisadores:
- catalisadores positivos / catalisadores: aceleram a reação química (aumentam a sua velocidade);
- catalisadores negativos / inibidores: retardam a reção química (diminuem a sua velocidade) - ex: sal, azeite, óleo, açúcar, vinagre, fumeiro.
- catalisadores biológicos / enzimas: são substâncias que existem nos seres vivos e que são específicas, ou seja, cada enzima tem a sua função - ex: leveduras.

Reações Ácido-Base

ANTIÁCIDOS
Alguns medicamentos utilizados para combater a azia são designados por "antiácido" porque reduzem o efeito de excesso de ácido no estômago, aliviando a dor. Os antiácidos têm características básicas. Os ácidos e as bases juntam-se e originam novas substâncias. Também se poderia designar um ácido como "antibase".


Alguns exemplos de Antiácidos

REAÇÕES ÁCIDO-BASE
As reações ácido-base (reações de neutralização) são reações entre um ácido e uma base. Os produtos destas reações são a água e uma substância que recebe o nome de sal (que pode ser ácido, neutro ou básico). Durante as reações ácido-base ocore uma variação do valor do pH.

Exemplos de reações ácido-base:

- reação entre o ácido sulfúrico (ácido) e o hidróxido de potássio (base), resulta a formação de água e sulfato de potássio (sal):

    ácido sulfúrico + hidróxido de potássio → água + sulfato de potássio
        (ácido)                       (base)                               (sal)

- reação entre o ácido clorídrico (ácido) e o hidróxido de sódio (base), resulta a formação de água e cloreto de sódio (sal) - não é sal da cozinha:



    ácido clorídrico + hidróxido de sódio → água + cloreto de sódio
           (ácido)                  (base)                          (sal)

Reações ácido-base no dia a dia:
- tratamento da azia com medicamentos antiácidos;
- quando se coloca vinagre sobre a picada de uma vespa, o alívio da dor deve-se à reação entre este ácido (vinagre) e a solução alcalina introduzida pela ferroda da vespa;
- quando se coloca uma substãncia básica sobre a picada de uma abelha, o alívio da dor deve-se à reação entre a base e a substância ácida que foi introduzida pela ferroada da abelha;
- o organismo humano tem mecanismos de compensação para que o pH do sangue se situe entre 7,35 e 7,45;
- o pH dos solos é, por vezes, corrigido para de adaptar às culturas que nele de pretendem desenvolver, através da adição de materiais básicos para aumentar o pH do solo ou ácidos para diminuir o pH.

Experiência 8 (400 visualizações)

Identificar o caráter químico e o pH de soluções
O objetivo desta atividade experimental é aprender a identificar o caráter químico (através de indicadores) e o pH de soluções (com fita de papel indicador universal ou indicador universal em solução).

Material:
- 14 gobelets;
- Fita de papel indicador universal / Indicador universal em solução.

Reagentes:
- Lixívia;
- Vinagre;
- Água destilada;
- Solução de cloreto de sódio;           - Solução Alcoólica de Fenolftaleína;
- Detergente amoniacal;                   - Tintura azul de tornesol.
- Ácido clorídrico;
- Solução de hidróxido de sódio;

Procedimento:
(sugestão: utilizar a tabela colocada no final da experiência para os registos)
1- Colocar cada uma das 7 soluções dos reagentes em dois gobelet e identificar cada um
com o nome da solução;
2- Colocar algumas gotas de solução alcoólica de fenolftaleína num gobelet de cada uma das soluções (e identificar no gobelet que tem fenolftaleína) - anotar na tabela a cor que ficou a solução;
3- Coloca algumas gotas de tintura azul de tornesol no outro gobelet de cada uma das soluções (e identificar também que tem tintura azul de tornesol) - anotar na tabela a cor que ficou a solução;
4- Com a ajuda da publicação sobre os Indicadores, descobrir através das cores que as soluções ficaram, o seu caráter químico e anotar na tabela;
5- Com fita de papel indicador universal ou indicador universal em solução medir o pH de cada uma das soluções e anotar na tabela.

Tabela:





Escala de pH

A escala de pH permite medir a maior ou menor acidez ou basicidade de uma solução (para soluções pouco concentradas e à temperatura de 25ºC). Representa-se sempre com a letra "p" minúscula e a letra "H" maiúscula. A maior ou menor acidez ou basicidade depende da concentração da solução e da força do ácido e da base respetiva.
 
A escala de pH varia entre 0 e 14:
- 1 a 6 --> Soluções Ácidas (quanto menor for o número maior é a acidez);
- 7 --> Soluções Neutras;
- 8 a 14 --> Soluções Básicas (quanto maior for o número maior é a basicidade).
 
 


 
 
 COMO MEDIR? 
Introdução: como já escrevi na publicação "Soluções Ácidas, Básicas e Neutras" para se saber o caráter químico de uma substância (ácido, básico ou neutro) utilizam-se indicadores, mas estes apenas nos dizem o caráter químico e não o pH (ex: soluções ácidas podem variar entre 1 e 6).
 
Para medir o pH existem três maneiras:
 
-com um aparelho medidor de pH (liga-se o aparelho à solução - através de um eletrodo - e verifica-se o número que apareceu no leitor);
 
 
-com indicador universal em solução (colocam-se gotas do indicador na solução e verifica-se no grelha a que número corresponde a cor em que ficou a substância);
 
-com uma fita de papel impregnado com indicador universal (coloca-se uma gota da solução na fita, e verifica-se na roda a que número corresponde a cor que apareceu).
 


Experiência 7 (350 visualizações)

Determinação do caráter químico de algumas substâncias

Objetivo: detetar o caráter químico (ácido, básico ou neutro) de uma solução através de indicadores (fenolftaleína e tintura azul de tornesol).

Material:
- Suporte para tubos de ensaio;
- 12 tubos de ensaio.

Reagentes:
- Detergente amoniacal;
- Solução aquosa de ácido clorídrico;
- Solução aquosa de sal de cozinha;
- Solução aquosa de hidróxido de sódio;
- Água destilada;
- Vinagre;
- Tintura azul de tornesol;
- Fenolftaleína.

Procedimento:
1- Colocar cerca de 2ml de cada uma das soluções em dois tubos de ensaio e identificá-los com 1A e 1B, 2A e 2B, e assim sucessivamente, até 6A e 6B;
2- Colocar duas gotas de fenolftaleína em cada um dos tubos de ensaio identificados com a letra A;
3- Colocar duas gotas de tintura azul de tornesol em cada um dos tubos de ensaio identificados com a letra B;
4- Observar os resultados.

Conclusões:
- Que substâncias são ácidas?
- Que substâncias são básicas?
- Que substâncias são neutras?

Soluções Ácidas, Básicas e Neutras

 Soluções Ácidas 
As soluções ácidas apresentam as seguintes características:
- têm sabor azedo;
- reagem com os metais, produzindo hidrogénio;
- conduzem a eletricidade;
- alteram a cor de certos corantes vegetais.
Fig. 1 - Soluções Ácidas (bebida gaseificada, vinagre, maçã,
uvas e citrinos - laranjas, tangerinas, toranjas, limões, limas, etc)
Alguns ácidos:
- ácido acético (vinagre);
- ácido fosfórico (bebidas gaseificadas);
- ácido cítrico (citrinos);
- ácido málico (maçãs);
- ácido tartárico (uvas).

 Soluções Básicas 
As soluções básicas ou alcalinas apresentam as seguintes características:
- têm sabor amargo;
- são escorregadias ao tato;
- conduzem a eletricidade;
- alteram a cor de certos corantes vegetais.

Fig. 2 - Soluções Básicas (pasta de dentes, antiácido
efervescente, sabão líquido, detergente e lixívia)

Algumas bases:
- amoníaco (detergentes);
- hipoclorito de sódio (lixívia).

 Soluções Neutras 
As soluções neutras nem têm caráter químico ácido nem caráter químico básico, ou seja, têm caráter químico neutro.

Fig. 3 - Soluções Neutras (água pura, açúcar, sabonete e sal)

Indicadores
Os indicadores são substâncias naturais/sintéticas que em presença de uma solução ácida, básica e neutra a sua cor altera-se. Os principais indicadores são a tintura azul de tornesol e a solução alcoólica de fenolftaleína. Os indicadores são importantes para detetar o caráter químico (ácido, básico ou neutro) de uma solução.

Em presença da tintura azul de tornesol:
- Soluções Ácidas - ficam vermelhas;
- Soluções Neutras - ficam azul-arroxeado;
- Soluções Básicas - não sofre alterações (roxo).

Em presença de solução alcoólica de fenolftaleína:
- Soluções Ácidas - não sofre alterações (incolor);
- Soluções Neutras - não sofre alterações (incolor);
- Soluções Ácidas - ficam rosa carmim.


 CURIOSIDADE  ----------------------------------------------------------
As hortênsias contêm um corante que, na presença de ácidos, é azul e, na presença de bases, torna-se cor-de-rosa. Assim, esse corante funciona como indicador do caráter ácido ou básico do solo.


Fig. 4 - Hortênsias (azul - solo ácido | cor-de-rosa - solo básico)
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Experiência 6 (300 visualizações)

Corrosão da palha-d'aço
Esta experiência poderá demorar alguns dias a acontecer.

Material:
- Recipiente de plástico com tampa;
- Recipiente de plástico sem tampa.

Reagentes:
- Água;
- 2 pedaços de palha-d'aço.

Procedimento:
1- Colocar um pedaço de palha-d'aço no recipiente de plástico com tampa. Certificar-se, se o recipiente está bem fechado e isolado do exterior;
2- Encher o recipiente de plástico sem tampa, com um pouco de água;
3- Colocar outro pedaço de palha-d'aço no recipiente de plástico sem tampa que está com um pouco de água.

Conclusões:
- O que aconteceu a cada um dos pedaços de palha-d'aço?
- Se sim, o que o(s) terá alterado?

Corrosão

A corrosão é o processo de deterioração dos materiais, principalmente dos metais. A corrosão é uma reação de combustão - combustão lenta - onde não ocorre formação de chama. Esta reação acontece quando o ferro é exposto ao ar e á humidade. Esta reação dá origem ao óxido de ferro hidratado (ferrugem) e é representada da seguinte forma:

ferro (s) + oxigénio (g) + água (g)  óxido de ferro hidratado (ferrugem)


Fig. 1 - Corrosão de um Carro
Há metais que ou reagem pouco ao oxigénio (estanho) ou formam uma camada de óxido aderente, em contacto com o oxigénio, que impede a progressão da corrosão (alumínio e zinco) que são usados para cobrir os metais que reagem com o oxigénio:
- Pintura (principalmente usada em estruturas arquitetónicas);
- Cobertura com zinco (usada na construção dos navios);
- Cobertura com estanho (usada nas latas de conserva).

Fig. 2 - Pintura (Ponte D. Luís - Porto)

Fig. 3 - Cobertura com Zinco (navio)
Fig. 4 - Cobertura com Estanho (lata de conserva)

Reações de Combustão

As reações de combustão são uma reação química entre um combustível (substância que arde) e um comburente (substância que faz o combustível arder), mas ainda é necessário uma energia para ativar a reação - uma fonte de ignição. As reações de combustão formam óxidos.

combustível + comburente ---(fonte de ignição)--- óxido de...

Fig. 1 - Combustão de Madeira

Fig. 2 - Combustão do Magnésio

Exemplos de combustíveis:
- carvão (s);                  - álcool etílico (l);            - butano (g);
- madeira (s);                - gasolina (l);                    - metano (g);
- enxofre (s);                 - carbono (s);                   - magnésio (s).

Exemplos de comburentes:
- oxigénio (g);
- cloro (g).

Exemplos de fontes de ignição:
- chama viva;
- faísca.

Tipos de Combustão

Combustão viva - ocorre formação de chama e são fonte de luz e calor.

Carvão (combustão completa e incompleta):
carbono (s) + oxigénio (g) → dióxido de carbono (g)
combustão completa - forma-se quando a concentração em oxigénio é elevada

carbono (s) + oxigénio (g) → monóxido de carbono (g)
combustão incompleta - forma-se quando a concentração em oxigénio é baixa

Combustão Lenta - não ocorre formação de chama e são reações demoradas.

Respiração celular:
glicose (s) + oxigénio (g) → dióxido de carbono (g) + água (l)

Enferrujamento do ferro:
ferro (s) + oxigénio (g) + água (l) óxido de ferro hidratado (s)

Combustões no Dia a Dia:
- quando se queima o gás no bico do fogão;
- quando os automóveis queimam a gasolina ou o gasóleo para andarem;
- quando as fábricas usam o carvão para aquecerem materiais.

Fig. 3 - Quando se queima o gás no bico do fogão
Fig. 4 - Quando os automóveis queimam a gasolina ou o gasóleo para andarem

Experiência 5 (250 visualizações)

Precipitação e solubilidade

 
Material:
- 3 tubos de ensaio;
- 2 espátulas;
- Conta-gotas.


Reagentes:
- Água destilada;
- Solução aquosa de carbonato de sódio;
- Solução aquosa de cloreto de sódio;
- Carbonato de cálcio;
- Cloreto de sódio.

 
Procedimento:
1- Colocar cerca de 2ml de solução aquosa de carbonato de sódio num tubo de ensaio;
2- Adicionar algumas gotas de solução aquosa de cloreto de cálcio e observar;
3- Com o auxílio de uma espátula, colocar um pouco de carbonato de cálcio num tubo de ensaio;
4- Adicionar água destilada e agitar;
5- Repetir os procedimento 3 e 4, mas utilizando cloreto de sódio.

 
Conclusões:
- O que aconteceu quando se juntou a solução aquosa de cloreto de sódio à solução aquosa de carbonato de sódio?
- Algum dos sólidos testados é pouco solúvel em água?
- Que substâncias se poderão formar quando se misturam as duas soluções aquosas mencionadas?
- Qual das substâncias acima referida poderá precipitar?

Experiência 4 (200 visualizações)

Águas macias e águas duras
O objetivo desta experiência é verificar a dureza da água.
SUGESTÃO: realiza esta experiência utilizando água de diferentes regiões.

Materiais:
- Suporte de tubos de ensaio;
- Conta-gotas;
- 3 tubos de ensaio.

Reagentes:
- Água destilada;
- Água mineral;
- Solução de sabão;
- Solução de cloreto de cálcio.

Procedimento:
1- Colocar, em cada tubo de ensaio, quantidades iguais de água destilada, água mineral e solução de cloreto de sódio (em tubos de ensaio diferentes);
2- Com o auxílio do conta-gotas, adicionar 15 gotas de solução de sabão a cada um dos tubos de ensaio e agitar com força e rapidamente;
3- Colocar os tubos de ensaio no suporte e observar.

Conclusão:
- Em qual dos tubos de ensaio se formou mais espuma?
- Qual das águas apresenta maior dureza?
- Qual das águas apresenta uma menor concentração de cálcio e magnésio?

Dureza da Água


A dureza da água consiste na quantidade de magnésio e de cálcio que se encontra dissolvido na água de uma certa zona. Para evitar a formação de depósitos calcários (água dura), pode tratar-se a água para diminuir a sua dureza.

Água dura: contém muito cálcio e magnésio dissolvido; tem origem em solos calcários; existe principalmente no sul do pais e diminui a formação de espuma de um sabão.
Água média: está entre a água dura e a água macia, ou seja, contém valores intermédios de cálcio e magnésio dissolvido.
Água macia: contém pouco cálcio e magnésio dissolvido; existe principalmente no norte do pais e não diminui a formação de espuma de um sabão.

Distribuição da Dureza da Água em Portugal


Formação das Grutas Calcárias, das Estalactites e das Estalagmites

1- Quando chove, a água da chuva dissolve o dióxido de carbono existente na atmosfera, e forma um ácido fraco (ácido carbónico). Este ácido entra nas fendas das rochas calcárias dissolvendo os ácidos orgânicos aí existentes, formando hidrogenocarbonato de cálcio. A lenta circulação das águas pelas fendas leva à dissolução do calcário.

2- Ao longo do tempo as fendas vão alargando e às vezes formam largos e longos canais subterrâneos onde há circulação da água (rios subterrâneos). As suas zonas alargadas correspondem às grutas.

3- As águas em circulação subterrânea (hidrogenocarbonato de cálcio) podem saturar-se, originando uma nova precipitação de calcite libertando dióxido de carbono, carbonato de cálcio e água. Como o carbonato de cálcio é menos solúvel precipita, e forma as Tabulares de Calcite. A água vai circulando no interior e no exterior da Tabular e dá-se uma deposição de cristais de calcite, perpendicularmente a essa parede, engrossando o Tabular até á forma das estalactites.

4- A contínua circulação da água leva a que os pingos ao caírem no fundo da gruta, precipitem o carbonato de cálcio, se deposite a calcite, formando sucessivas camadas (perpendiculares ao chão), que dão origem às estalagmites.

5- Quando as estalactites e as estalagmites se unem, formam uma coluna (demora milhões de anos).

Reações de Precipitação

As reações de precipitação caracterizam-se pela formação de um precipitado (sólido) - que é um sólido pouco solúvel - a partir de uma solução aquosa de duas substâncias. Resumindo, quando se juntam duas soluções aquosas de duas substâncias diferentes formam-se novas substâncias, e uma delas é menos solúvel e precipita.
As reações de precipitação são representadas por equações químicas de palavras (duas substâncias aquosas dão origem a uma substâncias sólida e uma substância aquosa - se repararem os produtos de reação trocam a ordem dos regentes [ex: hidróxido de sódio (aq) + sulfato de cobre (aq) → hidróxido de cobre (s) + sulfato de sódio (aq)]).

Esta imagem representa a formação de iodeto de chumbo (precipitado amarelo) e nitrato de potássio em solução aquosa quando se juntam as soluções aquosas de nitrato de chumbo e de iodeto de potássio.

Reagentes:
nitrato de chumbo (aq) e iodeto de potássio (aq)
Produtos de reação:
iodeto de chumbo (s) e nitrato de potássio (aq)
Equação química de palavras:
nitrato de chumbo (aq) + iodeto de potássio (aq) → iodeto de chumbo (s) + nitrato de potássio (aq)

Esta imagem representa a formação de cloreto de prata (precipitado branco) e nitrato de sódio em solução aquosa quando se juntam as soluções aquosas de cloreto de sódio e de nitrato de prata. 
Reagentes:
cloreto de sódio (aq) e nitrato de prata (aq)
Produtos de reação:
cloreto de prata (s) e nitrato de sódio(aq)
Equação química de palavras:
cloreto de sódio (aq) + nitrato de prata (aq) → cloreto de prata (s) + nitrato de sódio (aq)

Alguns exemplos de reações de precipitação:
- a formação das grutas calcárias, das estalactites e das estalagmites (ver próxima publicação);
- a formação de recifes de corais;
- a formação das conchas de alguns moluscos;
- a deposição do calcário nos canos e nas resistências das máquinas de lavar.

Solubilidade

A solubilidade é a quantidade máxima de soluto que pode ser dissolvido numa certa quantidade de solvente, a uma dada temperatura.
A solução é uma mistura homogénea de duas ou mais substâncias, constituída por um solvente e pelo(s) soluto(s). O(s) soluto(s) dissolve(m)-se no solvente.

As substâncias podem ser classificadas em:
- solúveis (dissolvem-se num certo solvente);
- pouco solúveis (em grande quantidade não se dissolvem num certo solvente);
- insolúveis (nunca se dissolvem num certo solvente).

Mistura 1                                    Mistura 2

Mistura 1 - Quando se mistura água e sulfato de cobre, estes misturam-se, ou seja, formam uma solução. O sulfato de cobre é solúvel em água.
Mistura 2 - Quando se mistura álcool e sulfato de cobre, estes não se misturam, ou seja, não formam uma solução, mas sim uma mistura heterogénea. O sulfato de cobre é insolúvel em álcool.

Experiência 3 (150 visualizações)

 Realizar uma Transformação Química

* AVISO:  deve-se escolher uma rolha que não fique demasiado apertada, porque durante o aquecimento esta é projetada.
Esta experiência deve ser realizada por um adulto ou por um professor.


Materiais:
- Lamparina;
- Tubo de ensaio;
- Espátula;
- Mola;
- Rolha;
- Fósforos.

Reagentes:
- Dicromato de amónio.

Procedimento:
1- Com a ajuda da espátula retirar um pouco de dicromato de amónio do frasco, colocá-lo num tubo de ensaio e tapá-lo com uma rolha;
2- Observar com atenção o aspeto do dicromato de amónio;
3- Acender a lamparina e aquecer o tubo de ensaio durante alguns instantes. CUIDADO: não virar o tubo na direção de ninguém!*
4- Observar o aspeto do produto final.


Conclusões:
- Compara a substância final com a inicial. Será a mesma?
- Verificaram-se alterações durante o aquecimento?
- O que terá provocado a expulsão da rolha?